Do engajamento ao pertencimento: por que o futuro das marcas está nas comunidades

Durante muito tempo, o sucesso de uma marca nas redes foi medido em números: curtidas, comentários, visualizações e seguidores. Esses indicadores continuam relevantes, mas já não dizem tudo. O comportamento das pessoas mudou e, com ele, o próprio marketing.

Hoje, não basta ser visto. É preciso fazer parte da vida das pessoas.

De seguidores a pertencentes

Os posts continuam sendo uma das ferramentas mais poderosas do marketing digital. Eles ajudam a mostrar quem a marca é, constroem autoridade e despertam o interesse do público. Mas, sozinhos, não são suficientes.

Cada vez mais, as pessoas buscam pertencer, não apenas consumir. Elas querem se envolver, participar, ser ouvidas. É o que mostra uma pesquisa conduzida pelas consultorias TrueLoyal e White Bear Studio:

  • 81% dos consumidores compram mais quando participam de comunidades de marca;

  • 68% preferem comprar de marcas com as quais podem interagir diretamente.

Esses dados confirmam que o relacionamento genuíno é o novo diferencial competitivo. As pessoas continuam valorizando bons produtos, mas valorizam ainda mais marcas que criam espaços onde elas se sentem parte de algo maior.

Marcas que criam vínculos duradouros

Um exemplo inspirador vem da LEGO. A marca percebeu que seus fãs queriam participar do processo criativo e não apenas comprar os produtos prontos. Foi assim que nasceu o LEGO Ideas, uma comunidade onde pessoas do mundo todo enviam ideias de novos sets, votam nas sugestões dos outros e acompanham o desenvolvimento dos projetos.

O resultado é uma marca com clientes engajados, apaixonados e leais. Muitos dos produtos lançados pela LEGO nasceram dessas ideias compartilhadas e isso gerou algo que nem o melhor investimento em mídia paga consegue comprar: defensores espontâneos da marca.

A LEGO entendeu o que muita marca ainda resiste em aceitar: o público não quer ser um alvo. Quer ser parte da construção.

Posts e comunidades: o par estratégico

Em vez de escolher entre “produzir conteúdo” ou “criar comunidade”, as marcas mais inteligentes estão unindo as duas coisas. Posts e comunidades não competem, se completam.

Os posts são o ponto de partida. São eles que atraem, inspiram e convidam. Mas a comunidade é o que mantém o vínculo vivo. É o espaço de continuidade, onde as pessoas trocam experiências, aprendem juntas e fortalecem a relação com a marca.

Posts atraem e inspiram. Comunidades mantêm e aprofundam.

E é dessa soma que nascem as marcas que crescem com consistência, mesmo quando o algoritmo muda.

Por que isso importa agora

O alcance orgânico das redes sociais está cada vez mais restrito, e o custo por atenção aumenta a cada dia. Enquanto isso, comunidades como grupos VIP, clubes e fóruns, oferecem um canal direto, humano e sem intermediários.

Ao criar espaços de pertencimento, as marcas constroem algo que nenhuma plataforma consegue controlar: vínculo real. E vínculos não dependem de impulsionamento. Dependem de propósito, presença e escuta.

O próximo passo

Mais do que criar conteúdo, é hora de criar conexão.

O engajamento ainda importa, mas é o pertencimento que sustenta.

As marcas que entenderem isso primeiro vão sair na frente porque não estarão disputando atenção, e sim construindo relações.

Se a sua marca quer transformar engajamento em pertencimento, comece pelo conteúdo que aproxima. E siga construindo a comunidade que mantém.

14 de novembro de 20250

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